A força ancestral do ato de tecer está no centro da obra de Claudia Alarcón & Silät, coletivo de tecedeiras do povo Wichí. Formado em 2023, o grupo é hoje composto por mais de cem mulheres que vivem nas comunidades de La Puntana e Alto La Sierra, no norte da província de Salta, na Argentina. Suas obras são produzidas com fios de chaguar, uma bromélia nativa da região caracterizada por suas fibras resilientes. Viver tecendo — subtítulo da exposição no MASP — sublinha o entendimento de tecer como um ato contínuo, uma prática que atravessa gerações, integrada ao movimento da vida. Preservar essa prática é, em si, um gesto de coragem. Reinventá-la, um ato de ousadia. Acessibilidade: Recursos de multimídia (vídeo com audiodescrição, libras e legenda), texto com fonte ampliada e PDF com textos da exposição acessível.


