O Jongo da Tamandaré, de Guaratinguetá, é uma das mais tradicionais e importantes manifestações de cultura afro-brasileira do Vale do Paraíba — sendo reconhecido como uma das comunidades jongueiras mais antigas do estado de São Paulo. O Jongo da Tamandaré tem raízes profundas no período da escravidão, quando pessoas negras trazidas da África, principalmente de origem bantu, desenvolveram essa prática como forma de expressão cultural, espiritual e resistência. Ele surgiu nas fazendas de café da região e foi preservado ao longo das gerações no bairro Tamandaré, há mais de 100 anos. Além de dança e música, o jongo também funcionava como uma linguagem simbólica: por meio dos “pontos” (cantos), os escravizados se comunicavam de forma cifrada, transmitindo mensagens, críticas e saberes.


