
Poeta modernista de trajetória singular, Julieta Bárbara teve sua obra frequentemente ofuscada pelas figuras de Oswald de Andrade e Mário Schenberg, com quem foi casada, e por um cenário literário historicamente marcado pelo apagamento das mulheres. No novo livro de Cândida de Arruda Botelho, sua vida e produção poética retornam ao centro da cena, reunindo memórias pessoais, documentos e a republicação de poemas lançados originalmente em 1936, além de textos inéditos deixados pela autora. A publicação recupera a potência de uma voz pouco lembrada do modernismo brasileiro e propõe uma redescoberta de sua trajetória literária e intelectual. A conversa entre a autora e a pesquisadora Gênese Andrade acontece no Auditório Rubens Borba de Moraes (1º andar).