O termo chola se refere a mulheres de ascendência indígena e surgiu como uma injúria racial no Peru e na Bolívia, de onde vêm os antepassados da artista. Poblete parte dessa narrativa para desconstruir estereótipos produzidos sobre sua comunidade e história, trabalhando com pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e performance. La Chola Poblete: pop andino é a primeira exposição individual da artista no Brasil. O título vem de um manifesto em que ela critica as expectativas do sistema da arte em relação a corpos trans racializados. A mostra reúne 31 obras, incluindo 14 aquarelas da icônica série Vírgenes cholas, exposta na Biennale di Venezia em 2024. Sua produção reflete sobre a história argentina, abordando questões como a política, a herança cristã e as formas indígenas de resistência à colonização. Acessibilidade: Recursos de multimídia (vídeo com audiodescrição, libras e legenda), texto com fonte ampliada e PDF com textos da exposição acessível.


