
Em uma performance intensa e autobiográfica, Lydia Lunch, pioneira artista marginal nova-iorquina, conduz o público por um percurso radical, íntimo e profundamente catártico. Entre relatos confessionais, ações físicas e fragmentos de memória, a apresentação constrói um ritual de exposição e confronto em que corpo e voz se tornam ferramentas de resistência. Sexualidade, radicalismo político, violência contra as mulheres e crítica à exploração da miséria emergem como marcas inscritas na própria trajetória da artista, criando um espaço de fricção entre experiência pessoal e dimensão coletiva. Ao transformar a cena em território de risco, vulnerabilidade e testemunho, a performance questiona narrativas dominantes e convida o público a compartilhar uma experiência limite, instável e visceral. No Espaço Tula Pilar Ferreira (térreo).