
Com uma maleta em mãos, as artistas irão percorrer os espaços, propondo trocas delicadas com o público. Dentro da maleta, miudezas: pequenos objetos do cotidiano que podem ter muita importância – o público escolhe um deles e então, estes objetos serão mediadores para a abertura de portais, portais de histórias, poesias, imagens e memórias. A proposta desta intervenção é parecida com a sensação de encontrar uma pequena memória guardada em uma gaveta: a gente encontra sem querer e, a partir dela, um sopro venta naquele momento e por meio dele pode acontecer um encontro sensível de valorização da poesia que tanto mora nas delicadezas do cotidiano. E se pequenos objetos tivessem vida ou despertassem memórias? E se coisas do nosso cotidiano nos conectassem com a beleza que existe na simplicidade ou a grandeza que existe num pequeno gesto?