Oscar Muñoz (Popayán, Colômbia, 1951) utiliza o vídeo para registrar a finitude de imagens que tentam — e falham — se inscrever na matéria, estabelecendo uma tensão entre a permanência e o apagamento. O artista expande o campo da gravura ao abolir fronteiras entre as artes gráficas e o uso de meios transitórios, como a água e o pó de carvão. Ao substituir o papel por superfícies instáveis e pelo próprio corpo, Muñoz impede a fixação definitiva do registro. Nos três vídeos aqui apresentados, a água atua como substância ambivalente: é suporte vital e, simultaneamente, meio de dissolução de figuras fantasmagóricas, desafiando a perenidade da memória. Acessibilidade: PDF acessível


