Três mulheres dançam, anunciando em seus gestos que embaixo daquele solo, corre um rio. Soterrado, enclausurado, ele pede para se mover. Suas águas são correntes, ele lamenta em sons que ninguém ouve. Ele sente saudade de sua dança. As mulheres chamam as crianças por saberem que o rio gosta delas. Elas pedem para as crianças imaginarem o rio que mora dentro da terra e distribuem pincéis para que as crianças refaçam os caminhos do rio no solo. Os mais velhos ao verem a dança das crianças, talvez se lembrem que ali passava um rio. Outras pessoas talvez descubram que o rio ainda está ali, tentem ouvi-lo e por um breve tempo, o rio talvez se sinta menos preso e menos só.


